Transformação Digital: Clientes digitais vs empresas analógicas

Transformação digital: Indústria precisa respirar dados para focar cada vez mais na experiência do consumidor e não apenas na entrega de produtos e serviços.

A termo transformação digital pode até parecer mais uma tendência tecnológica, afinal, todos ainda falam em nuvem, e da mesma forma como o cloud computing veio para ficar, a transformação digital também. A prova disso são as estimativas de mudanças em diversos setores da economia que são preditas em estudos.

O primeiro, da IDC, mostra que essa transformação terá um impacto superior a US$ 1 trilhão nos gastos das empresas esse ano; outro, da Accenture, afirma que até 2020, 25% de toda a nossa economia será digital e 48% do trabalho que fazemos hoje já não existirá em cinco anos. Por último, a mais recente pesquisa do Facebook afirma: até 2020, 80% dos serviços de customer service como conhecemos hoje não existirão. Mas, será que as empresas estão preparadas para o impacto dessas mudanças?

Vamos falar sobre o setor de manufatura

A indústria nunca esteve tão tumultuada e aquecida como atualmente. Mesmo falando em novos progressos, modelos de negócios e aquecimento do setor, há, ainda, uma dificuldade com o básico, que é demonstrado pelas baixas taxas de crescimento ocasionadas por atrasos em processos operacionais e de gestão. Em alguns casos também, a escassez de mão de obra de TI qualificada também teve impacto, comprometendo grandes projetos de TI de alguns fabricantes. Mas, de que lado a indústria vai ficar? No das oportunidades ou das barreiras?

Leia mais

O que Uber e Airbnb têm para ensinar?

A necessidade de modernizar os sistemas de rede, especialmente os da nuvem, está se intensificando, forçando os fabricantes a fazerem movimentos ousados ou arriscarem a cair na obsolescência. A ruptura digital está atingindo a indústria com o mesmo poder que transformou outras indústrias, como compartilhamento de caronas, entretenimento, mídia, bancos, viagens e educação.

Foco no cliente e na experiência do consumidor. É assim que empresas com o modelo de entrega de serviços, como Uber e Airbnb, têm para ensinar. Hoje, serviços básicos de carona e hospedagem podem ser solicitados por um custo relativamente menor do que os ofertados pelos modelos tradicionais, e com uma experiência superior, mas o que essas empresas podem ensinar às indústrias está resumido nos seguintes pilares:

  • Desenvolvimento de uma estratégia centrada no cliente
  • Preocupação com a experiência do consumidor
  • Foco no efeito final e não apenas no produto

por *Carmela Borst, diretora de marketing da Infor Latam

PT_BR
Rolar para cima